sábado, 18 de julho de 2015

Sou Marxista Sim


Por Nicolau Neto*

Você se posiciona contra a Globo te acusam de defender o governo Dilma.

Você critica o autoritarismo do Eduardo Adolf Cunha te acusam de ser filiado ao PT.

Você diz que partidos como PSDB e DEM são execráveis e portanto não possuem nenhuma ética para se posicionarem contra e criticarem a administração federal te chamam de petista e comunista (algo incomum do ponto de vista ideológico e das ações realizadas e principalmente das alianças feitas e mantidas)

Você defende o imposto sobre grandes fortunas te acusam de revoltado.

Você critica o ilusionismo de quem pensa que a redução da maioridade penal vai diminuir os índices de violência e aponta interesses obscuros por traz dessa PEC e o que recebe como argumento é te desejar ser violentado por um menor.

Você é favorável a eliminação da isenção de impostos para entidades religiosas e logo te acusam de possuir o "satanás" (personagem fictício, é bom deixar claro) no coração.

Você se posiciona a favor de uma Reforma Política que privilegie os interesses populares te denominam marxista e que, portanto, deve ser excomungado….

Você, Você, Você.... Te acusam....

De uma coisa eu tenho certeza. Não sou petista, pois não possuo vínculo partidário com nenhuma sigla e defendo sim o socialismo/comunismo e as ideias de Marx. Sou Marxista Sim.

*Pós-graduado em Docência do Ensino Superior (FCC), graduado com Licenciatura Plena em História (URCA), professor, administrador dos Blogs Informações em Foco e (Des) Construindo a História e ativista na luta pela igualdade racial e reconhecimento das contribuições da população negra na formação do Brasil.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

A falta de humanidade de cada dia - "Não Precisa"


Não Precisa


Não precisa você ser parente de mulher para defendê-la dos maus tratos de homens (sejam eles seus esposos ou não).

Não precisa você ser homossexual para lutar pelo reconhecimento e direitos destas pessoas.

Não precisa você ser lésbica para reconhecê-la como sujeitos de direitos.

Não precisa você ser negro(a) para lutar por reconhecimento destes e contra as mais variadas formas de discriminação que insiste em imperar (mesmo de forma mascarada).

Não precisa você passar fome para saber o quão ruim é não ter a comida todos os dias e ajudar a quem precisa.

Não precisa você ter religião para ajudar e ser solidário.

Não precisa você perder o emprego para ser ético consigo e com os outros.

Não precisa você chegar a um cargo político para fazer o bem para a sua comunidade.

Não precisa, não precisa, não precisa.....

*Pós-graduado em Docência do Ensino Superior (FCC), graduado com Licenciatura Plena em História (URCA), professor, administrador dos Blogs Informações em Foco e (Des)Construindo a História e ativista na luta pela igualdade racial e reconhecimento das contribuições da população negra na formação do Brasil.



terça-feira, 2 de abril de 2013

A Permanência do Deputado e pastor Marco Feliciano a frente da CDHM é um risco a democracia


Por Nicolau Neto*
Um dos assuntos mais discutidos das últimas semanas nas redes sócias, na TV, nos blogs, nos jornais escritos e falados, assim como nas ruas, nos bares, nos locais destinados à prática de esporte tem sido, não sem razão, a eleição do pastor e deputado Marco Feliciano (PSC) para presidir a Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara – CDHM.

Acusado de proferir discursos racistas e ser homofóbico, Marco Feliciano vem enfrentando em diversas localidades protestos objetivando a sua saída da Comissão. Recentemente, participei no município de Crato, localizado na Região Metropolitana do Cariri, de um ato de repúdio ao mesmo.
Recentemente também o vice-presidente do PSC, o pastor Everaldo Pereira disse que se for preciso, convocará “100, 200, 300, 500 ou mais manifestantes” para defender Marco Feliciano. Aos seus olhos, Feliciano é um deputado ficha limpa.
Devo lembrar aos leitores desse portal, ao qual tem como principal objetivo levar aos internautas informações sérias e que possam contribuir na formação de opinião, sempre na perspectiva do exercício da cidadania que, essa CDHM está alicerçada nos seguintes objetivos: receber, avaliar e investigar denúncias de violações de direitos humanos. Inclui-se ainda o discutir e votar propostas legislativas relativas à sua área temática e concomitantemente fiscalizar e acompanhar a execução de programas governamentais do setor. Junte-se a isso o colaborar com entidades não governamentais e realizar pesquisas e estudos relativos à situação dos direitos humanos no Brasil e no mundo, inclusive para efeito de divulgação pública e fornecimento de subsídios para as demais Comissões da Casa, ao passo que corrobora para a sua sustentação enquanto órgão representativo o cuidar dos assuntos referentes às minorias étnicas e sociais, especialmente aos índios e às comunidades indígenas, a preservação e proteção das culturas populares e étnicas do País.
São alicerces ainda desse órgão representativo (faço questão de frisar uma vez mais o “representativo”) o garantir que os direitos das minorias, ao qual está incluído aqui os homossexuais, as mulheres e afrodescendentes não sejam, sob hipótese alguma violados.
Diante desse cenário, pergunto: que garantias podemos ter, digo podemos, pois sou afrodescente, que os nossos direitos serão respeitados, que não teremos nenhuma violação a nós se o órgão que nos representa está sendo presidido por um ser retrógrado, homofóbico e racista? Como podemos acreditar que teremos voz e vez se o presidente desta Comissão profere discursos perturbadores contra o grupo para o qual ele foi “democraticamente” eleito? Como confiar em um ser que ver o homossexual como sendo um ser defeituoso, que quer a todo custo que o negro engula os preceitos da sua religião?
Os retrógrados de plantão se baseiam no discurso falsário de que ele foi eleito democraticamente e, por isso não pode sair do cargo. Ora, desde quando a democracia não pode ser questionada? Afinal, o ato de questionar uma ação, mesmo tendo sido pela via da democracia é, sem dúvida, democrático.  Assim, protestar contra a democracia é democrático.
Quem não se lembra que findando o regime militar (1985), quatro anos depois, o Brasil conheceu o primeiro presidente eleito pelo voto direto, o alagoano Fernando Collor de Melo (PRN). Na disputa, Luiz Inácio Lula da Silva, Leonel Brizola, Mário Covas, Paulo Maluf, Ulysses Guimarães, Aureliano Chavez, Guilherme Afif Domingos, Roberto Freire, Enéas e Fernando Gabeira. Lula e Collor se enfrentaram no segundo turno. Este último venceu.
Minha função, enquanto profissional da história é lembrar o que os outros esquecem e, principalmente o que os retrógrados de plantão fazem questão de não lembrar. Collor, eleito democraticamente sofreu diversas manifestações contrárias a seu governo. Esse fato culminou com o impeachment. Símbolo desse acontecimento foi os Caras-pintadas, um movimento estudantil brasileiro realizado no decorrer do ano de 1992 e tinha como objetivo principal o impeachment do Presidente do Brasil Fernando Collor de Melo e sua retirada do posto. O movimento baseou-se nas denúncias de corrupção que pesaram contra o presidente e ainda em suas medidas econômicas, e contou com milhares de jovens em todo o país.
Portanto, para mim, e para todos aqueles brasileiros que lutam por um Brasil sem as amarras do autoritarismo, da homofobia e do racismo, a permanência do pastor e deputado Marco Feliciano a frente da CDHM é um risco a democracia, é desrespeitar as minorias, em fim, é um retrocesso sem precedentes.

*Graduado com licenciatura em História pela Universidade Regional do Cariri – URCA, pós-graduando em Docência do Ensino Superior na Faculdade Católica do Cariri – FCC e autor de diversos artigos no site Recanto das Letras.


 

terça-feira, 12 de março de 2013

Lançada campanha de colhimento de assinaturas para criar o Arquivo Público Municipal de Altaneira


Por Nicolau Neto*
Durante muito tempo, o arquivo foi tido como um depósito de papel velho e sem utilidade e, no seu interior, o arquivista, visto simplesmente como o profissional que “mexe com papel”. Toda via como o passar do tempo, esse conceito vem sendo constantemente redefinido na medida em que cresce o interesse pela reconstrução do passado. Mas afinal, qual a função e a importância do arquivo público e do profissional que nele trabalha para a sociedade?

Discute-se muito hoje a necessidade de preservação do Patrimônio Histórico-Cultural, a valorização do passado, bem como a memória coletiva dos municípios alicerçada em diversas áreas do conhecimento humano. Aqui, os arquivos entendidos como locais de memória dos grupos sociais aparecem a um só tempo como de fundamental importância nesse contexto. È nesses arquivos onde se armazenam os diversos relatos de cultura e da tradição de uma sociedade.

Esse espaço público possui grande relevância para as sociedades ao passo que recolhe, organiza, preserva e tomba documentos escritos e iconográficos das instituições públicas e privadas, contribuído para o resgate da memória dos sujeitos históricos.

Ao profissional do arquivo cabe estimular e cooperar por meio do desenvolvimento de atividades visando à divulgação e visitas aos bancos de dados deste importante acervo. Isso permite a estudantes, professores e pesquisadores a realização de pesquisas, fortalecendo a construção do conhecimento histórico.

Assim, o arquivista exerce função de destaque, uma vez que seu trabalho é voltado exclusivamente para a valorização dos documentos, pois compreendem os registros da sociedade que ele está inserido, suas recordações e suas memórias que irão ajudar na construção de sua identidade e história.

Diante do exposto pode-se dizer que o arquivo, como espaço de produção histórico-cultural, representa uma produção simbólica e material, carregada de diferentes valores e capaz de expressar as experiências sociais de uma sociedade.

O município de Altaneira, com pouco mais de meio século de emancipação, exatos 54 anos, localizado na região do cariri, sul do Estado do Ceará, é um dos poucos desta região que ainda não dispõe de um espaço adequado que vise preservar o vasto acervo cultural que lhe marca.

Vale destacar que com o rápido, mesmo que desordenado crescimento do município, há uma progressiva perda e descaracterização do Patrimônio Histórico, bem como também do descuido para com os espaços onde se encontram os materiais, vindo a contribuir para a destruição destes. Diante desse contexto há ao mesmo tempo a necessidade de se refletir acerca da constante transformação dos espaços urbanos, paralelo às implicações referentes à qualidade ambiental e preservação do patrimônio construído.

Nunca é demais lembrar que nos espaços sociais vivem seres humanos que possuem memória própria e é parte integrante da história. Por esse motivo, não pode passar despercebido pelos habitantes da cidade, tampouco pelo gestor municipal à destruição da casa de seus antepassados, bares, as documentações e outros prédios históricos. Afinal, Toda essa “destruição do patrimônio” faz com que se perca um pouco da identidade e identificação com o local onde vivem.

Portanto, preservá-lo é um dever do gestor e a comunidade precisa participar desse debate e cumprir seu dever como cidadão cobrando ações nesse sentido. É importante lembrar que um município sem algo que o identifique, é um município morto. Essa é a nossa justificativa para criar esse Projeto.

*Graduado em História pela Univeridade regional do Cariri -URCA e pós-graduando em Docência do Ensino Superior pela Faculdade Católica do Cariri -FCC

domingo, 20 de janeiro de 2013

O Rio Grande do Norte sediará o Simpósio Nacional de História




FACHADA DA UFRN

O Estado do Rio Grande do Norte será palco durante o mês de julho do XXVII Simpósio Nacional de História.

De acordo com informações divulgadas pela Associação Nacional de História – ANPUH o evento que tem como tema conhecimento histórico e diálogo social ocorrerá entre os dias 22 e 26 na Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN.

O simpósio envolverá pesquisadores de todo o país e será uma grande oportunidade para se debater temáticas de relevância para a sociedade brasileira, além, claro, de construir novas produções historiográficas.

Mais informações clique aqui




quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O Elogio da História





"Nenhuma realidade é mais essencial para a nossa autocertificação do que a história. Mostra-nos o mais largo horizonte da humanidade, oferece-nos os conteúdos tradicionais que fundamentam a nossa vida, indica-nos os critérios para avaliação do presente, liberta-nos da inconsciente ligação à nossa época e ensina-nos a ver o homem nas suas mais elevadas possibilidades e nas suas realizações imperceptíveis.

Não podemos melhor aproveitar os nossos ócios do que familiarizando-nos com as magnificências do passado, conservando viva essa recordação e, ao mesmo tempo, contemplando as calamidades em que tudo se subverteu. A experiência do presente compreende-se melhor refletida no espelho da história. O que a história nos transmite vivifica-se à luz da nossa época. A nossa vida processa-se no esclarecimento recíproco do passado e do presente.

Só de perto, na intuição concreta e sensível, e prestando atenção aos pormenores, a história realmente interessa. Filosofando procedemos a considerações que se mantêm abstratas. "

Karl Jaspers, in 'Iniciação Filosófica' - Filósofo e psiquiatra alemão

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Movimento Negro: da unidade à diversidade


IMAGEM ILUSTRATIVA


Comece-se essa discussão com o poema de Jorge Posada:

" Um negro sempre será um negro,
Chame-se pardo, crioulo, preto, cafuzo,Mulato ou moreno-claro
Um negro sempre será um negro:
Na luta que assume pelo direito ao emprego
E contra a discriminação no trabalho
Um negro sempre será um negro:
Afirmando-se como ser humano
Na luta pela vida".

Tem-se aqui uma nítida concepção de que é preciso um senso crítico quanto ao tema enfoco. Faz-se necessário então a desconstrução do mito da igualdade racial.

O Brasil é o país que tem a maior população de negros fora da África. Os negros foram trazidos do continente africano para cá, escravizados e, não se contentando com isso, as elites político-econômicas da época, através de diversas práticas, cuja escravização inclui-se aqui como a mais clara, fizeram com que eles (os negros) passassem por um processo de ‘aculturação’, sendo obrigados a deixarem de praticar suas linguagens, religiões e costumes adotando práticas europeias.

Nesse dia 20, dedicado à consciência negra, é importante frisar que o movimento negro tem por objetivo não deixar esmorecer e resgatar essa cultura afro- brasileira, rebatendo a rígida desigualdade e a segregação racial que insiste em permanecer sobre o povo negro. Ressalte-se ainda que ele (o movimento) é uma batalha travada contra o senso comum. Numa sociedade onde se assume que existe preconceito racial é contraditória a afirmação que não há discriminação e racismo pessoal.

Não é novidade que o racismo está presente no cotidiano. As questões aqui são: onde o racismo atrapalha, rouba, diminui, fere, interfere, omite, engana, diferencia a população negra que constitui toda uma nação de outra raça? Aí está a chave. Aí entra o movimento negro, numa armadura e resistência coletiva de uma raça presente e atuante.

Nunca é demais lembrar, já que ele insiste, apesar dos avanços que já foi efetivado, que o Estado é o personagem responsável em garantir a equidade, porém, se esta instituição age de forma ativamente contrária ou de forma omissa em seus serviços de policiamento, saúde pública, geração de renda e trabalho, educação, o que leva a discriminação racial, ainda nos dias de hoje, fazendo parte do seu sistema, então tem-se algo além de problemas sociais, o Estado passa a alimentar um retrocesso e constrói um apartheid.

No entanto, o país é composto de edifícios, a saber, as instituições de ensino, Ongs, empresas, templos religiosos e famílias. Porém, muitas dessas organização não estão desconstituídas de conceitos errôneo, uma vez que não romperam com seus dogmas racistas, não tendo em seus quadros representantes de diversas raças e etnias. Isso leva ao fato de que o racismo assume na sociedade atual tem efeito letal e em massa.

Diante desse cenário a movimento negro assume seu papel de destaque, não se baseando apenas em probabilidades e teorias, mas em fatos empíricos experimentados nas diversas ramificações dos negros na sociedade. As ações do movimento estão diretamente ligados às lutas não só contra o racismo e a discriminação racial, mas também a xenofobia e intolerâncias correlatas.

No Brasil, as referências para essas lutas continuarem são muitas, como por exemplo, Zumbi, Revolta dos Malês, Chibata e tantas representações de luta e resistência do povo negro . Assim, O movimento negro é resultado de uma série de manifestações decorrentes de um processo histórico. Não se pode dizer onde ele nasce ou especificar algum lugar determinado, tal afirmação nos limita, nos tira de uma visão de alpinista para nos deitar num acolchoado particular. A amplitude do movimento negro é um conjunto de manifestações que surgem de inquietações individuais e coletivas.

Conclui-se que o movimento negro precisa expandir suas ações e desembocar em outras localidades. Altaneira, município situado no interior do Ceará e que compõe a região do cariri, pode ser um dos polos de concentração do Movimento Negro. Necessita apenas de organização da classe e partir para ações, implementando uma militância que trace um viés político, educacional, ideológico, cultural, religioso, gênero, artístico, entre outros, objetivando a total liberdade em todas áreas, buscando boa qualidade de vida, desmarginalização, educação, inserção social, melhor moradia e saúde para o povo negro.

Créditos da matéria:  INFORMAÇÕES EM FOCO

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